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CULTURA- Danחa

25 Nov 2001
 
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Dança
 
 

 

 

 

 

Teatro de Dança Inbal

 

 

 

 

Companhia de Dança Batsheva

 

 

 

 

Companhia de Dança Bat-Dor

 

 

 

 

Companhia de Dança Contemporânea do Kibutz

 

 

 

 

Balé de Israel

 

 

 

 

Koll-Dmamá

 

 

 

 

 

 

 

Dança foloclórica

 

 

 

  Na vida comunitária e religiosa do povo judeu, desde os tempos bíblicos, a dança sempre foi considerada uma expressão de alegria; hoje ela é parte integrante das celebrações religiosas, nacionais, comunitárias ou familiares. A dança contemporânea desenvolveu-se em duas direções: a expansão do gênero folclórico, que acompanhou os primeiros colonizadores na reconstrução de sua velha pátria; e o estabelecimento da dança artística, com produções criadas por coreógrafos profissionais e interpretadas por dançarinos de alto preparo.


Dança Artística

A dança artística foi introduzida no país na década de 20, por professores e aficionados recém-chegados dos centros culturais da Europa.

Após a criação do estado, alcançou um alto nível profissional, através de diversos grupos, cada um dos quais com orientação e estilo próprio. Hoje, seis grandes companhias, em sua maioria sediadas em Tel Aviv, apresentam um repertório variado, no país e no estrangeiro.

O Teatro de Dança Inbal, a mais antiga companhia profissional de Israel, foi fundado por sua diretora artística e coreógrafa-chefe, Sara Levi-Tannai; hoje é dirigido por Margalit Oved, dançarina e sua estrela no passado. Seu repertório, que geralmente é inspirado por temas bíblicos, se baseia sobretudo em movimentos e elementos tradicionais de dança, música e poesia dos judeus iemenitas e de outras comunidades judaicas orientais. O Inbal se apresenta freqüentemente no estrangeiro.

A Companhia de Dança Batsheva, fundada em 1964 pela Baronesa Batsheva de Rothschild e por Martha Graham, tem renome mundial. A companhia apresenta um repertório singular, com danças ousadas criadas por seu coreógrafo e diretor artístico, Ohad Naharin, e estimula a colaboração artística e a expansão das fronteiras da dança. O Conjunto Batsheva, onde se especializam os dançarinos iniciantes candidatos à companhia, vem também adquirindo sua própria reputação profissional.

A Companhia de Dança Bat-Dor, também fundada pela Baronesa Batsheva de Rothschild, e por sua diretora artística Jeannette Ordman, reúne cerca de 20 dançarinos e apresenta criações de alguns dos mais conhecidos coreógrafos do mundo, entre os quais o israelense Domy Reiter-Soffer. A companhia mantém ainda escolas de dança em Tel Aviv e em Beer Sheva.

A Companhia de Dança Contemporânea do Kibutz, com sede no Kibutz Gaaton, na Galiléia setentrional, reúne dançarinos de diferentes kibutzim. Sob a direção de sua fundadora, Yehudit Arnon, esta aclamada companhia apresenta em seu repertório obras de coreógrafos internacionais e locais, como Rami Beer, membro de um kibutz.

O Balé de Israel começou como um estúdio de dança clássica, fundado por seus diretores artísticos, Berta Yampolsky e Hillel Markman. Sendo a única companhia profissional de balé clássico do país, apresenta obras clássicas, néo-clássicas e contemporâneas, criadas por Yampolsky, assim como balés de Balanchine e outros coreógrafos internacionais.

Koll-Dmamá (Som-Silêncio) é uma companhia fora do comum, que inclui também dançarinos surdos. Foi fundada em 1978 por Moshe Efrati, e usa um sistema de transmissão de vibrações de um dançarino a outro. Com um repertório original criado por Efrati, a companhia alcançou reputação internacional e contribui de modo significativo à reabilitação dos deficientes auditivos.

O cenário da dança moderna do país conta ainda com vários pequenos grupos, de modo geral formados em torno de um artista principal. É o caso do teatro de dança de Rina Schenfeld, da Companhia de Dança Yaron Margolin, da dupla Liat Dror e Nir Ben-Gal, do Grupo de Dança Tmu-ná, da Companhia de Dança Vertigo e do Tnuatron.

Desde sua fundação em 1989, o Centro Suzanne Dellal de Dança e Teatro, situado no recém-renovado bairro de Neve Tsedek, em Tel Aviv, tornou-se o centro mais importante do país no campo da dança.

Também em Tel Aviv, a Biblioteca e o Arquivo de Dança de Israel, além de serem centros de estudo e pesquisa, publicam livros sobre dança e o Anuário da Dança de Israel.

Os interessados em se especializar no assunto podem estudar nos departamentos de dança das Academias Rubin de Música e Dança, em Tel Aviv e Jerusalém, nos Estúdios Bat-Dor, na escola Talma Yellin em Tel Aviv e em várias outras escolas e cursos por todo o país.

A contribuição israelense no campo da educação pelo movimento inclui ainda o método de Moshe Feldenkrais, ensinado em todo o mundo, e o sistema de anotação do movimento de Eshkol-Wachman, um dos três mais conhecidos sistemas de escrita de dança e movimento.


Dança foloclórica

A dança folclórica israelense é um amálgama de dança folclórica judaica e não-judaica, de várias partes do mundo. Enquanto em outros países a dança folclórica é cultivada para preservar velhas tradições rurais, em Israel ela é uma forma de arte em constante desenvolvimento, desde a década de 40, com fontes históricas e modernas, misturando inspiração bíblica e estilos de dança contemporâneos.

Os primeiros pioneiros, que trocaram a vida urbana na Europa Oriental pela vida rural em povoações coletivas, trouxeram as danças de seus países de origem, adaptando-as ao novo ambiente. Entre elas a hora, dança romena, que simbolizava a nova vida que construíam na Terra de Israel: nesta dança de roda todos os participantes têm o mesmo status; seus movimentos simples possibilitam a participação de todos; e os braços entrelaçados simbolizam a nova ideologia. Até hoje ela é a dança representativa de Israel, dançada por gente de todas idades, em todas as ocasiões: desde danças de rua no Dia da Independência até acontecimentos sociais de todo tipo.

Em 1944 foi realizado o primeiro festival de dança folclórica, no Kibutz Dália, que marcou o momento decisivo no desenvolvimento deste estilo de dança. O entusiasmo cresceu, criando-se um gênero multifacetado de dança folclórica, que combina vários estilos e fontes: motivos da Diáspora judaica, tradições locais, como a debka árabe, (na qual homens enfileirados batem com o pé no chão), elementos retirados do jazz norte-americano, ritmos latino-americanos e cadências típicas dos países do Mediterrâneo.

As danças folclóricas do país, muitas das quais adaptadas às canções populares, abrangem uma grande variedade de passos e formas, combinados a movimentos exuberantes, que expressam a vitalidade de um jovem país dotado de antigas tradições. A dança folclórica se manifesta também em espetáculos no palco. O entusiasmo público pela dança folclórica levou ao surgimento de uma nova profissão, a do orientador de dança, com milhares de pessoas participando regularmente de círculos de dança como atividade de lazer. Muitas organizações locais oferecem atividades semanais de dança folclórica, e algumas patrocinam conjuntos representativos.

Paralelamente à dança folclórica, e influenciando seu desenvolvimento, estão as danças tradicionais dos diferentes grupos étnicos, refletindo tanto a "reunião dos exilados" quanto a natureza pluralista da sociedade israelense. Elas são preservadas por conjuntos especializados em danças do Iêmen, Curdistão, África do Norte, Índia, Geórgia, Buchara e Etiópia, além de conjuntos de danças árabes, drusas e circassianas.

Os conjuntos de dança folclórica se apresentam em quase todas as celebrações nacionais e locais, assim como em festivais no exterior. Desde 1988 um festival internacional de dança folclórica de três dias de duração realiza-se anualmente em Carmiel, cidade da Galiléia central.

 
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See also
   ariel review of arts and letters: israeli dance 1995
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