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ECONOMIA- o Quadro econפmico

4 Set 2000
 
 INTRODUÇÃO  |  DESAFIOS  |  BALANÇA  DE  PAGAMENTOS  |  COMÉRCIO
 EXTERIOR
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O Quadro econômico
 
    O Controle da Inflação

A economia sempre sofreu com o problema do aumento dos preços, mas um sistema articulado permite que os indivíduos praticamente não sofram suas conseqüências. Todas as obrigações financeiras, como salários, aluguéis, poupanças, seguros de vida, tarifas do imposto de renda, etc... foram indexadas a um valor mais estável (como a taxa de câmbio exterior ou o índice de preços ao consumidor), diminuindo os efeitos da inflação. Assim, fosse a taxa anual de inflação de um dígito (meados dos anos 50 até o final dos anos 60), dois dígitos (década dos 70) ou três dígitos (começo da década de 80), os israelenses ainda conseguiam aumentar seu padrão de vida. Obviamente, a economia em geral sofria dos efeitos da inflação (por exemplo, com a diminuição dos investimentos) - em grande parte porque a indexação a alimentava - até que a situação explodiu em meados da década de 80.

No verão de 1985, após a inflação ter subido de 191% em 1983 a 445% em 1984, ameaçando alcançar quatro dígitos em 1985, o governo implementou um programa radical de emergência visando a estabilização. A taxa de inflação caiu para 185% em 1985, oscilou entre 16 e 20% entre 1986 e 1991, e baixou a 8% em 1995.


O Setor Público

O alto nível de gastos públicos, sobretudo o ônus causado pelo déficit do orçamento governamental, tem sido sempre a causa principal da alta taxa de inflação em Israel. Todos os recursos que o governo pode arrecadar para financiar o orçamento (fontes internas e externas, empréstimos e pagamentos compulsórios pelo público - impostos diretos e indiretos) são insuficientes para cobrir as despesas, e ele se vê repetidamente compelido a recorrer ao financiamento inflacionário.

O caminho para a recuperação econômica através do corte da inflação, redução do déficit da balança de pagamentos e manutenção do rápido índice de crescimento econômico requer a diminuição dos gastos públicos (que chegaram a 25,3 bilhões de dólares em 1995). O alto coeficiente de gastos públicos em relação ao PNB, que já baixou de 41 a 28% entre 1980 e 1995, é devido não só ao tremendo fardo da defesa e à necessidade de reembolsar dívidas internas e externas (dois itens que somente nos últimos anos foram reduzidos de dois terços à metade do orçamento governamental), mas também por causa do ainda excessivo envolvimento do governo nas iniciativas econômicas, para encorajá-las. A política econômica vem se empenhando, desde os meados da década de 80, em reduzir substancialmente este envolvimento sob todas as formas: eliminando quase completamente os subsídios aos produtos básicos de consumo; promovendo investimentos e exportações; e vendendo total ou parcialmente a participação governamental em centenas de empresas públicas. Ultimamente, o governo deu início a uma campanha de privatização, para diminuir o número de tais empresas, assim como para criar uma fonte adicional de receita.

 
      O Sistema Tributário

Como o financiamento dos massivos gastos públicos de Israel exige uma pesada tributação, houve anos em que o cidadão israelense teve de suportar os mais altos encargos tributários do mundo, proporcionalmente à sua receita. Durante a primeira década do estado, os impostos correspondiam a um oitavo do PNB; nos anos 60, a proporção chegou a um quarto; variou entre 30 e 47% nas décadas de 70 e 80; entre 1990-95, a média foi de 40%. Em época nenhuma, no entanto, a tributação cobriu mais de dois terços do orçamento governamental.

Até o final dos anos 70, os impostos indiretos (sobre consumo e despesas) tais como impostos alfandegários, imposto sobre o consumo, imposto sobre o valor agregado (atualmente de 17%) e outros semelhantes, constituíam a maior parcela dos impostos arrecadados.

Os impostos diretos (sobre a renda e a propriedade) representavam menos de um quarto de toda a arrecadação até o final dos anos 50, subiram para cerca de um terço no início dos anos 70, para quase a metade no início da década de 80 e alcançaram o alto índice de 55% em 1983. Desde então, o peso dos impostos diretos decresceu, tendo sido de 45% em 1992, mas voltou a atingir quase 50% em 1995; neste ano, a arrecadação total de taxas e impostos chegou a 35,7 bilhões de dólares, aproximadamente.

 
 
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