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Jerusalem: O Muro Ocidental

22 Mar 2000
 
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O Muro Ocidental

 
 

 

 

 

 

A. Rotem-Braun

 

 

 

 

 

 

"Porém muitos dos sacerdotes e levitas e chefes de famílias já idosos, que tinham visto o Primeiro Templo, choraram em voz alta quando à sua vista foram lançados os alicerces deste [segundo] Templo..."
(Esdras 3:12)

Após a repressão da Segunda Revolta Judaica contra Roma, em 135, os judeus foram proibidos de viver em Jerusalém, que foi reconstruída pelo Imperador Adriano e recebeu um novo nome, Aelia Capitolina. Mesmo assim, há referências no Talmud e outros escritos que a peregrinação judaica prosseguia, mesmo que fosse apenas para prantear o Templo destruído.

O Imperador Constantino e seus sucessores cristãos mantiveram o édito de Adriano que proibia os judeus de viver na cidade; mas permitiram que os judeus subissem ao Monte do Templo todo ano, no dia 9 do mês judaico de Av, dia da destruição do Templo, para chorar em suas ruínas, que os bizantinos deixaram deliberadamente desoladas. Isto é mencionado por um visitante cristão, o Peregrino de Bordéus, em 333.

Os escritos rabínicos deste período também se referem ao fato de que os judeus rezavam no Muro Ocidental (Hakotel Hamaaravi), um remanescente do muro de arrimo da plataforma do Monte do Templo, construído por Herodes. Tal costume continuou após a conquista muçulmana em 640, quando os judeus receberam novamente permissão para viver na cidade, mas foram excluídos do Monte do Templo, transformado em santuário muçulmano (o Haram esh-Sharif).

A presença judaica em Jerusalém foi novamente interrompida em 1099, com a conquista da cidade pelos cruzados e o conseqüente massacre das comunidades judaica e muçulmana. Somente no final do período cruzado os judeus receberam novamente autorização de viver na cidade. Segundo relata o viajante judeu Biniamin de Tudela, que aqui esteve em 1163, cerca de 200 judeus viviam perto da "Torre de David, trabalhando como curtidores, pagando uma taxa ao rei". Ele conta também que em frente ao Templo Domino podia-se ver o "muro ocidental e todos os judeus se aglomeravam naquele lugar para dizer suas preces perto do muro do pátio".

Desde o século XII, com excessão do período de 19 anos entre 1948 e 1967 (quando a Cidade Velha esteve sob o domínio da Jordânia) o Muro Ocidental tornou-se o local mais reverenciado de prece judaica. Quando, durante a Guerra dos Seis Dias, a Rádio de Israel anunciou: "Har Habait Beiadeinu" (o Monte do Templo está em nossas mãos), os judeus de todo mundo regozijaram-se.

Assim como fora o Templo no passado, o Muro Ocidental é também um local de peregrinação nas três principais festas do calendário religioso judaico: Pessach (a Páscoa judaica), Shavuot (Pentecostes, a "Festa das Semanas") e Sucot (Tabernáculos).

Segundo o costume judaico tradicional, há áreas de oração separadas para homens e mulheres.

 Jerusalem: A Cidade
 A Basílica da Agonia (A Igreja de Todas as Nações)
 A Capela de Dominus Flevit
 A Basílica do Santo Sepulcro
 O Cenáculo no Monte Sion
 O Monte do Templo - O Haram esh-Sharif
 Yad Vashem

   - Mapa de Jerusalém

 
 
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   the western wall and its tunnels
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