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As comunidades cristãs de Israel

20 Abr 2009
 
     

As Comunidades Cristãs de Israel
por Yishai Eldar

Yishai Eldar é o ex-redator de Vida Cristã em Israel

 
 

 

 

 

 

A história das comunidades cristãs na terra de Israel começa com a vida e o ministério de Jesus de Nazaré. Após sua morte, a primeira Igreja Apostólica, pelo menos aquela em Jerusalém e cercanias, permaneceu em grande parte judaico-cristã até a reconstrução de Jerusalém (em cerca de 130 dC) pelo imperador Adriano, como a cidade romana Aelia Capitolina. Desde aquela data, a igreja local tem sido composta por gentios. Na época da conquista muçulmana, no século 7, a igreja no oriente já estava subdividida em vários grupos, apesar de aparentemente continuarem a compartilhar o uso dos lugares sagrados. Foi apenas com os Cruzados e com a supremacia (praedominium) da igreja latina do Ocidente que surgiu a controvérsia sobre os lugares santos, que continuou ininterruptamente através dos períodos mameluco e otomano, até a declaração do status quo em 1852.

Dos mais de sete milhões de habitantes de Israel hoje, os cristãos representam cerca de 2% (judeus 75,5%, muçulmanos 16,5%, drusos 1,7% e 4,4% não classificados por religião).

As comunidades cristãs podem ser divididas em quatro categorias básicas: ortodoxa-calcedoniana, ortodoxa não-calcedoniana (às vezes chamada de monofisita), católica romana (latina e uniata) e protestante. Essas comunidades consistem de cerca de 20 igrejas antigas e nativas e outras 30, basicamente compostas por grupos denominacionais protestantes. Exceto pelas igrejas nacionais, como a armênia, as comunidades nativas são predominantemente árabe-parlantes; muitas delas, provavelmente, descendentes das primeiras comunidades cristãs do período bizantino.


As Igrejas Calcedônio-Ortodoxas

As igrejas ortodoxo-calcedonianas (também chamadas ortodoxas orientais) são uma família de igrejas autônomas que seguem as doutrinas dos sete concílios ecumênicos e reconhecem a primazia honorária do patriarca de Constantinopla. Historicamente, essas igrejas se desenvolveram a partir dos quatro antigos patriarcados do oriente: Alexandria, Antioquia, Constantinopla e Jerusalém.

O Patriarcado Greco-Ortodoxo de Jerusalém se considera a "igreja mãe" de Jerusalém, a cujo bispo foi concedido a dignidade patriarcal pelo Concílio de Calcedônia em 451. Ficou do lado das outras igrejas ortodoxas orientais na cisma com Roma de 1054 e, desde então, o Patriarcado de Roma e o Patriarcado do Oriente estão separados por disputas teológicas e políticas. O encontro histórico em Jerusalém em 1964 entre o papa Paulo VI e o patriarca ecumênico de Constantinopla, Athenagoras marcou o início da reconciliação.

Durante séculos, a direção dos interesses greco-ortodoxos na Terra Santa repousaram com a Irmandade do Santo Sepulcro, que buscou salvaguardar o status da Igreja Ortodoxa nos lugares sagrados e preservar o caráter helênico do patriarcado. As paróquias são predominantemente árabe-parlantes e são servidas por sacerdotes árabes casados e por membros da Irmandade do Santo Sepulcro.

Duas igrejas nacionais ortodoxas orientais históricas têm representação em Israel: a russa e a romena. Estando em comunhão com o Patriarcado Greco-Ortodoxo, elas estão sob sua jurisdição local.

 
 

Igreja Ortodoxa Russa
 

A Missão Ortodoxa Russa foi estabelecida em Jerusalém em 1858, mas os cristãos russos começaram a visitar a Terra Santa no século 11, apenas alguns anos após a Convenção de Kiev. Essas visitas continuaram pelos 900 anos seguintes, eventualmente se transformando nas grandes peregrinações anuais do final do século 19, que continuaram até a Primeira Guerra Mundial e terminaram com a Revolução Russa. Desde 1949, a posse das propriedades da igreja russa no que era então o território de Israel foi assumida pela Missão Ortodoxa Russa (Patriarcado de Moscou); a posse das propriedades então sob o controle jordaniano (1948-67) permanece com a Missão Eclesiástica Russa, que representa a Igreja Ortodoxa Russa fora da Rússia (a igreja no "exílio"). As duas missões têm sido conduzidas por um arquimandrita, auxiliado por diversos monges e freiras.  Desde 2001, as duas igrejas precursoras têm estado engajadas em um processo de reaproximação e reconciliação, marcada em 2007 pela assinatura formal do Ato de Unificação Canônica, em Moscou.

A missão, representando a Igreja Ortodoxa Romena, foi estabelecida em 1935. É conduzida por um arquimandrita e consiste de uma pequena comunidade de monges e freiras residentes em Jerusalém.


As Igrejas Não-Calcedônio-Ortodoxas

As igrejas ortodoxas não-calcedonianas são igrejas orientais (armênia, copta, etíope e síria) que se recusaram, naquele tempo, a reconhecer os decretos emitidos pelo Concílio de Calcedônia em 451. Um dos decretos era relativo ao relacionamento entre as naturezas divina e humana atribuídas a Jesus.

A Igreja Ortodoxa Armênia data do ano 301 e a conversão da Armênia, a primeira nação a abraçar o cristianismo. A comunidade religiosa armênia tem estado presente em Jerusalém desde o século 5. Fontes armênias datam o primeiro patriarcado a uma licença dada pelo califa Omar ao patriarca Abraão no ano 638. O Bairro Armênio na Cidade Velha de Jerusalém já existia durante o período das cruzadas. Do final do século 19 e particularmente durante e imediatamente após a Primeira Guerra Mundial, a comunidade local aumentou em tamanho devido a um influxo de refugiados.

A Igreja Ortodoxa Copta tem suas raízes no Egito, onde a maioria da população tornou-se cristã durante os primeiros séculos dC. De acordo com a tradição copta, os membros da comunidade chegaram a Jerusalém com Santa  Helena, mãe do imperador Constantino (início do século 4). Essa igreja teve uma influência inicial no desenvolvimento do monasticismo do deserto no deserto da Judéia. A comunidade floresceu durante o período mameluco (1250-1517) e novamente com Mohammed Ali em 1830. Desde o século 13, o Patriarcado (Copta) de Alexandria tem sido representado em Jerusalém por um arcebispo residente.

A Igreja Ortodoxa Etíope tem uma comunidade em Jerusalém desde a Idade Média, ou até antes. Historiadores do princípio da igreja mencionam peregrinos etíopes na Terra Santa desde o século 4. O que é certo é que, durante os séculos seguintes, a Igreja Etíope gozou de importantes direitos nos lugares sagrados, mas perdeu a maioria deles durante o período otomano, antes da declaração do status quo.

Hoje, a Igreja Ortodoxa Etíope em Israel é uma pequena comunidade liderada por um arcebispo e consistindo basicamente de algumas dúzias de monges e freiras vivendo na Cidade Velha de Jerusalém, no monastério da catedral etíope e na parte ocidental da cidade. Há também uma pequena comunidade leiga residente. Desde a renovação das relações diplomáticas entre Israel e a Etiópia em 1989, houve um aumento na peregrinação da Etiópia, especialmente para as comemorações de Natal e da Semana Santa oriental.

A Igreja Ortodoxa Aramaica é sucessora da antiga Igreja de Antioquia e uma das mais antigas comunidades cristãs do Oriente Médio. Entre suas tradições está o uso do idioma siríaco (aramaico ocidental) na liturgia e nas orações. Seus membros são conhecidos também como jacobitas (de Jacob Baradeus, que organizou a igreja no século 6). O chefe da igreja é o patriarca de Antioquia e de Todo o Oriente, residente em Damasco. Existem bispos ortodoxo-siríacos em Jerusalém desde 793; permanentemente, desde 1471. Hoje, a igreja local é chefiada por um arcebispo que reside em Jerusalém no monastério de São  Marcos.


As Igrejas Católica Romana e Uniata

 
 

 

 

 

 

 

Basílica do Santo Sepulcro

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Basílica da Anunciação em Nazaré
 

As igrejas católica romana e uniata são igrejas em comunhão com Roma e que reconhecem a primazia e autoridade espiritual do papa (quem, como bispo de Roma, é titular do antigo patriarcado do ocidente). Em matéria de liturgia, as igrejas orientais em comunhão com Roma seguem seus próprios idiomas e tradições.

Quaisquer que fossem as primeiras relações entre Roma e Constantinopla, não se tentou estabelecer uma igreja ocidental na Terra Santa independente do Patriarcado Ortodoxo existente até o estabelecimento do Patriarcado Latino de Jerusalém durante o reino cruzado (1099-1291). O ofício do Patriarcado Latino foi reconstituído em 1847. Até lá, a responsabilidade pela igreja local repousava na Ordem Franciscana, que serviu como custodiante latino dos lugares sagrados desde o século 14.

Hoje, o Patriarcado Latino de Jerusalém é chefiado por um bispo que tem o título de patriarca. Ele é auxiliado por três vigários, residentes em Nazaré, Amã e Chipre. Nos últimos anos também tem havido um quarto vigário para as congregações hebraico-parlantes em Israel. Popularmente, os católico-romanos locais são chamados de "latinos" em referência ao seu histórico idioma litúrgico. Desde o Concílio Vaticano Segundo, entretanto, a liturgia católica romana tem sido geralmente celebrada em vernáculo, exceto em alguns dos locais sagrados, como na Igreja do Santo Sepulcro e na Igreja da Natividade, onde a missa e outros serviços ainda são celebrados em latim.

A Igreja Maronita é uma comunidade cristã de origem síria cuja maioria dos membros vive no Líbano. Tem estado unida à Igreja Católica Romana desde 1182 e é a única igreja oriental inteiramente católica. Como uniata (uma igreja oriental em comunhão com Roma, retendo seus respectivos idiomas, ritos e lei canônica), possui sua própria liturgia, que é essencialmente um rito antioquino em idioma siríaco. A maioria dos membros da comunidade maronita em Israel reside na Galiléia. O Vicariato Patriarcal Maronita em Jerusalém data de 1895.

A Igreja Católica Grega (Melquita) veio a existir em 1724, resultado de uma cisma na Igreja Ortodoxa Grega de Antioquia. (O termo "melquita", literalmente "monarquista", deriva da palavra em siríaco (aramaico ocidental) malko, que significa "real" ou "rei". Seu uso data do século 4 e se refere àqueles cristãos locais que aceitaram a "Definição de fé" do Concílio de Calcedônia e permaneceram em comunhão com a Sé Imperial de Constantinopla.)

A arquidiocese católica grega foi estabelecida na Galiléia em 1752. Vinte anos mais tarde, os católicos gregos de Jerusalém foram colocados sob a jurisdição do Patriarca Melquita de Antioquia, representado em Jerusalém por um vigário patriarcal.

A Igreja Católica Siríaca, uma divisão uniata da Igreja Ortodoxa Siríaca, está em comunhão com Roma desde 1663. Os católicos siríacos têm seu próprio patriarca (residente em Beirute) e, desde 1890, um vigário patriarcal em Jerusalém serve como líder espiritual da pequena comunidade local ali e em Belém. Em julho de 1985, a comunidade consagrou a nova igreja patriarcal em Jerusalém dedicada a Santo  Tomás, apóstolo dos povos da Síria e Índia.

A Igreja Católica Armênia, separada da Igreja Ortodoxa Armênia em 1741, previamente uma comunidade armênia da Cilícia (no sul da Anatólia) está em contato com Roma desde o período dos cruzados. O patriarca católico armênio reside em Beirute porque, naquele tempo, as autoridades otomanas proibiram que ele morasse em Constantinopla. O vicariato patriarcal foi estabelecido em Jerusalém em 1842. Apesar de unida com Roma, a igreja tem boas relações com a Igreja Ortodoxa Armênia e ambos cooperam para o benefício da comunidade como um todo.

A Igreja Católica Caldéia é uma uniata descendente de antiga Igreja Apostólica (Assíria) do Oriente (às vezes chamada de Nestoriana). Seus membros ainda preservam o uso do siríaco (aramaico oriental) como seu idioma litúrgico. Foi estabelecida em 1551 e seu patriarca reside em Bagdá. A comunidade na Terra Santa conta com poucas famílias; mesmo assim, a Igreja Católica Caldéia retém o status de uma comunidade religiosa "reconhecida". Desde 1903, os caldeus são representados em Jerusalém por um vigário patriarca não residente.

A Igreja Católica Copta está unida com Roma desde 1741. Em 1955, o patriarca católico copta uniata de Alexandria indicou um vigário patriarcal para servir à pequena comunidade que existia então em Jerusalém.

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De maior significância para as igrejas católicas na Terra Santa foi a assinatura em 30 de dezembro de 1993 do Acordo Fundamental entre a Santa Sé e o Estado de Israel, que levou ao estabelecimento de relações diplomáticas plenas alguns meses mais tarde. Em 1997, Israel e a Santa Sé firmaram um acordo que tratou da identidade legal da Igreja Católica em Israel.


As Igrejas Protestantes

As comunidades protestantes no Oriente Médio datam apenas do início do século 19 e o estabelecimento das representações diplomáticas ocidentais em Jerusalém. A intenção dessas missões foi evangelizar as comunidades muçulmana e judaica, mas seu único sucesso foi atrair os cristãos ortodoxos árabe-parlantes.

Em 1841, a rainha da Inglaterra e o rei da Prússia decidiram estabelecer um bispado protestante conjunto anglicano-luterano em Jerusalém. O esquema chegou ao fim em 1886, mas o ofício prosseguiu com a Igreja da Inglaterra, que elevou seu representante em Jerusalém ao nível de arcebispo em 1957. Isso terminou em 1976 com a criação da nova Igreja Episcopal Protestante (Anglicana) em Jerusalém e no Oriente Médio e a eleição e consagração do primeiro bispo árabe em Jerusalém. É a maior comunidade protestante na Terra Santa. O bispo anglicano em Jerusalém tem assento na Catedral de São  Jorge o Mártir, mantida pela Igreja da Inglaterra por meio de um reitor indicado.

Com a dissolução da iniciativa conjunta anglo-prussiana em 1886, a Igreja Luterano-Alemã estabeleceu uma presença independente em Jerusalém e na Terra Santa. Esta comunidade atraiu um número cada vez maior de membros árabe-parlantes, muitos deles antigos alunos de escolas e outras instituições mantidas pelas igrejas e sociedades luterano-alemãs. Desde 1979, a congregação árabe-parlante tem seu próprio bispo, existindo independentemente da pequena congregação que fala alemão e da Igreja Luterana na Alemanha, representada por um propst (reitor). Ambos os clérigos compartilham as premissas do Propstei na Rua Muristan, na Cidade Velha de Jerusalém.

Também há as congregações luteranas que falam dinamarquês, sueco e inglês, com clérigos representantes das igrejas precursoras para o benefício dos membros visitantes ou residentes em Israel. Em 1982, a Missão norueguesa em Israel transferiu a autoridade e administração das suas duas igrejas missionárias em Haifa e Jafa para as congregações locais.

As atividades da Igreja Batista na Terra Santa começaram com a formação da congregação em Nazaré em 1911. Hoje, a Associação de Igrejas Batistas tem dezoito igrejas e centros em Acre, Caná, Haifa, Jafa, Jerusalém, Kfar-Yassif, Nazaré, Petah Tikva, Ramá, Turan e outros lugares. A maioria dos congregados é composta por árabe-parlantes.

A Igreja da Escócia (Presbiteriana) mandou sua primeira missão para a Galiléia em 1840 e esteve engajada ativamente nos campos da educação e medicina pelos próximos 100 anos. Hoje, uma pequena comunidade, formada principalmente por expatriados servindo a peregrinos e visitantes, a Igreja da Escócia mantém uma igreja e uma casa de repouso em Jerusalém e Tiberíades. A independente Sociedade Missionária Médica de Edimburgo mantém um hospital-escola para enfermeiras em Nazaré.

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (Mórmons) estabeleceu uma pequena comunidade em Haifa em 1886 e em Jerusalém em 1972. Os membros da igreja incluem hoje estudantes do Centro de Jerusalém para Estudos do Oriente Próximo, um ramo da Universidade Brigham Young de Provo, Utah.

Além dos já mencionados, existem vários outros grupos denominacionais protestantes, numericamente pequenos, presentes em Israel.

Três assentamentos agrícolas comunitários protestantes foram estabelecidos em diferentes partes de Israel em anos recentes. Kfar Habaptistim, ao norte de Petah Tikva, foi fundado em 1955 e oferece instalações para conferências e acampamentos de verão para comunidades batista e protestante no país. Nes Ammim, próximo de Nahariya, foi fundada por um grupo de protestantes holandeses e alemães em 1963, como um centro internacional para a promoção do entendimento cristão em Israel. Logo a oeste de Jerusalém, Yad Hashmonah, fundada em 1971, opera uma hospedaria para visitantes e peregrinos da Finlândia.

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A Embaixada Internacional Cristã de Jerusalém foi fundada em 1980 para demonstrar apoio mundial cristão a Israel e para Jerusalém, sua eterna capital. É um centro onde cristãos de todo o mundo podem obter conhecimentos bíblicos sobre o país e sobre Israel como uma nação moderna. A rede internacional ICEJ inclui escritórios e representantes em 50 países em todo o mundo.


Liberdade religiosa

A atitude básica do estado em relação ao pluralismo religioso encontrou expressão na Declaração de Independência de 1948:

"O Estado de Israel … será baseado na liberdade, justiça e paz como contemplado pelos profetas de Israel; assegurará completa igualdade de direitos sociais e políticos a todos os seus habitantes independentemente de religião, raça ou sexo; garantirá a liberdade religiosa, de consciência, idioma, educação e cultura."

O documento expressa a visão da nação e sua crença e a adesão a esses princípios é garantida por lei. Cada comunidade religiosa é livre para exercer sua fé, observar seus feriados religiosos e dias de descanso semanais e administrar seus negócios internos.



Lugares Sagrados

 
 

Via Dolorosa
 

Israel tem muitos sítios considerados sagrados pelas três religiões monoteístas (judaísmo, cristianismo e islamismo). A liberdade de acesso e louvor é assegurada a todas elas.

"Os Lugares Sagrados serão protegidos de profanação e qualquer outra violação e de qualquer coisa que possa violar a liberdade de acesso aos membros das várias religiões aos locais sagrados para elas ou seus sentimentos em relação a tais lugares." (Lei de proteção aos Lugares Sagrados, 1967)

Dentre os locais sagrados em Israel de significância para o cristianismo estão a Via Sacra, o Cenáculo e a Igreja do Santo Sepulcro em Jerusalém, a Igreja da Anunciação em Nazaré, o monte das Bem-Aventuranças, Tabgha e Cafarnaum, próximo do lago Kinneret (o mar da Galiléia).


O Departamento para as comunidades cristãs

O governo de Israel não interfere na vida religiosa das comunidades cristãs. O Departamento para Comunidades Cristãs no Ministério do Interior serve como escritório de ligação no sistema governamental ao qual as comunidades cristãs podem recorrer com seus problemas e solicitações que possam surgir devido ao seu status como minoria em Israel. O departamento também serve como um árbitro neutro para assegurar a preservação do satus quo estabelecido naqueles lugares sagrados nos quais mais de uma comunidade cristã tenha direitos e privilégios.


Comunidades "reconhecidas"

Certas denominações cristãs têm o status de comunidade religiosa "reconhecida". Por razões históricas datando dos tempos otomanos, as cortes eclesiásticas de tais comunidades têm jurisdição em matérias de estado civil, como casamento e divórcio.

As comunidades cristãs "reconhecidas" são a ortodoxa grega, a ortodoxa armênia, a ortodoxa siríaca, a católica romana (latina), a maronita, a católica grega (melquita), a católica siríaca, a católica armênia, a católica caldéia e, desde 1970, a episcopal (anglicana).

 
 
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   A Terra Santa: sítios de interesse especial
   Sítios arqueológicos em israel: número especial para o milênio
   Jerusalem: arquitetura cristã através dos tempos
   Jerusalem in early christian times
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